| Fonte: Uol Notícias. |
Como era antes?
Antes, era necessário o parecer de anencefalia de um médico para que a gestante pudesse dar entrada em um pedido judicial de autorização do aborto. Com o novo julgamento do STF uma mulher que carregue um feto anencéfalo poderá decidir retirá-lo sem precisar de uma autorização judicial. O aborto, em si, só era permitido no Brasil em casos de estupro ou quando a gravidez representa um risco à saúde da mãe.
Minha opinião sobre a descriminalização do aborto
Apesar de me considerar feminista (para começar, porque quero direitos iguais), sou extremamente reticente na questão do aborto. Primeiro porque métodos contraceptivos existem exatamente para evitar gravidez e , segundo, porque eu, humildemente, reconheço que no faço ideia de quando começa a vida fetal (e existem vários "parâmetros" diferentes para discutir sobre isto...). Porém, alguns pontos que contam fortemente a favor da descriminalização do aborto são:- eu não sei da vida das outras mulheres e uma gravidez indesejada pode arruinar a vida de alguém;
- a maioria das mulheres com grana suficiente que querem abortar, simplesmente aborta em condições dignas, enquanto as mulheres pobres é que acabam em "açougueiros" quando se desesperam. Isto é, o aborto já existe, mas, por não ser legalizado, resulta muitas vezes em mortes ou complicações, principalmente para as mais pobres. Além disso, dificilmente uma clínica discreta vai fazer com que uma mulher rica ou de classe média acabe na delegacia devido a um aborto. Já uma mulher pobre está suscetível a isso, já que é bem provável que ela precise de um socorro emergencial após o aborto no "açougue".
- eu, que na minha vida privada e devido a convicções religiosas, sou contra o aborto, não serei obrigada a abortar. Então a descriminalização não diminuiria a minha liberdade, apenas ampliaria a liberdade de quem quer/precisa fazê-lo. Porém, este post não é sobre a descriminalização do aborto em geral e, sim, sobre a necessidade de um aborto muito específico: o de fetos anencéfalos.